Cadeiras e Patronos

Cadeira 1

Rusel Marcos Batista Barroso
professor, escritor, pesquisador
Sílvio Romero
(jurista/crítico literário/folclorista)
 

Nasceu em Lagarto/SE, em 27 de junho de 1963; filho de Aidê Batista Barroso e Jodeclan Barroso Silva; professor, escritor e pesquisador; graduado em Letras pela Universidade Federal de Sergipe; pós-graduado em Metodologia de Ensino da Língua Portuguesa e suas literaturas pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Bahia; em sua terra berço, estudou nos colégios Dom Frei Vital e Laudelino Freire, transferindo-se para a capital no fim da década de 70, onde fez o curso médio e dedicou-se ao estudo de línguas; membro do Comitê Gestor da Faculdade Ages, atua como diretor-adjunto e presidente do Conselho de Ética; fundou a Academia Lagartense de Letras, o Memorial Lagarto Online e a 1.ª escola de línguas de Sergipe, no interior do estado; docente e, ao longo dos anos, dirigente de escolas da rede oficial de ensino, ocupou a assessoria de gabinete da Secretaria de Educação e a assessoria de comunicação da DRE’2. Trabalha como tradutor e revisor de obras literárias e científicas, a exemplo de Caminhos & Atalhos, da escritora Núbia Marques e Vivências Acadêmicas no Estágio da UFS, do professor Rivaldo Sávio. Prefaciou e apresentou inúmeras obras, como Nove Contos, de Claudefranklin Monteiro, e Palavras de um jovem poeta, de Ivan Ribeiro. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e da Associação Sergipana de Imprensa, escreveu para o Sergipe Hoje e a Revista Cidade, tendo sido fundador e editor do jornal Ecos da Educação e colaborador da Revista Perfil nos guias que falam de Lagarto.

Prêmios e honrarias:
Expoente da Língua Inglesa (1998) – Fundação José Augusto Vieira; Prêmio Louvor Folclórico (1998) – Associação Olimpiense de Defesa do Folclore Brasileiro; Professor Destaque (1999) – Secretaria de Estado da Educação, do Desporto e Lazer; Ordem do Mérito Sílvio Romero (2001) e Comenda Mons. Daltro (2011) – Governo do Município; Medalha Maior Média Geral Ponderada: graduação (2002) – UFS; Certificado Maior Média Geral Ponderada: pós-graduação (2005) – AGES; Mérito Acadêmico Atuação Magistério Superior Maior Média do Brasil (2006) – AGES; Honra ao Mérito Prêmio Lacertus (2011) – Fundação Cultural Charles Brício; Agraciado com o dobrado Rusel Barroso (2011) – Filarmônica Lira Popular de Lagarto; Medalha do Mérito Educacional Manoel Bonfim (2012) – Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe.

Publicações:
Entre seus artigos, textos e outras publicações, destacam-se: Coletânea de textos bilíngues: Lagarto, “Cidade Ternura” e Conterrâneos que marcaram época (2002) – Sercore; Para não ler ingenuamente uma tragédia grega (2004) – Caderno de Filosofia / Editora UFS; A influência do latim na Língua Inglesa: ensino instrumental (2004) – J. Andrade; Manual de Monografia: graduação e pós-graduação (2005) – J. Andrade; Manual de Trabalhos Acadêmicos: artigos, ensaios, fichamentos, relatórios, resumos e resenhas (2006) – Sercore, ambos de coautoria; English for Specific Purposes (2006) – J. Andrade; Trajetória de Sílvio Romero (2008) – TV Alese/Status Vídeo; Nossa língua tão portuguesa (2008) – Sergipe Hoje; O passo de Estefania vai além dos seus limites (2009) – Revista Campus; Daltro da batina, e dos sermões muito além do altar (2011) – J. Andrade; O pioneirismo de Sílvio Romero na Historiografia da Literatura Brasileira (no prelo).

Cadeira 2

Assuero Cardoso Barbosa
poeta, professor, ator
Laudelino de Oliveira Freire
(jurista/filólogo)

Sergipano de Lagarto, nascido em 13 de setembro de 1965; filho de Ataíde Cardoso Barbosa e Higino Barbosa do Espírito Santo; poeta, ator e professor, atuante na rede pública de ensino. Licenciado em Letras – Português, pela Universidade Federal de Sergipe. Membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras, é destaque no cenário cultural lagartense e do seu estado, desde o ano de 1984. Grande incentivador das artes cênicas, fundou, inclusive, a Companhia de Teatro Cobras & Lagartos. Presidiu, com brilho, a Associação Cultural de Lagarto (Ascla) nos anos 90. Fiel colaborador do Departamento de Cultura da Secretaria Municipal de Educação de Lagarto, cujo auditório recebe o seu nome. Incentivador de escritores de uma nova geração que o admiram e recorrem à sua pena para prefaciar seus livros. Cidadão muito feliz, percorre as artérias do Lagarto com um carisma notável. Sua fértil imaginação faz-se presente em histórias e versos de sua poesia, que apresentam cenas do cotidiano, da natureza e da vida, sem esquecer os escritos jornalísticos, por vezes presentes em periódicos, revistas e blogs, sobretudo de sua terra. Poeta dos becos, que abriga na alma a sensibilidade de sua gente e faz ecoar, através da prosa e poesia, o amor às coisas mais simples que cercam o ser humano.

Prêmios e honrarias:
1º e 3º lugares no IV Concurso de Poesia Falada de Lagarto (1986)
Melhor intérprete no IV Concurso de Poesia Falada de Lagarto (1986)
1º lugar no II Concurso Municipal de Poesia de Aracaju (1987)
1º lugar no XVI Concurso de Poesia Falada de Estância (1998)
Ordem do Mérito Sílvio Romero – Grau Oficial (2001) – Prefeitura de Lagarto
Comenda Daltro (2011) – Prefeitura de Lagarto

Publicações:
Nu e Noturno (1991)
Tribo (1997)
Lua Lírica (2000)
O Espectro no Espelho (2005)
A Cerca de Vidro (2009),
em meio a outras antologias.

 

Cadeira 3

Rodrigo Freire de Amorim
advogado, consultor jurídico, parecerista
Aníbal Freire da Fonseca
(jurista/jornalista)

Advogado, graduado em Direito, pela Faculdade Direito da Universidade Tiradentes, onde foi dono de uma bolsa de estudos integral, fornecida pelo Governo Federal, através do Programa Federal PROUNI, onde foi titular de uma bolsa de estudos integral, fornecida pelo Governo Federal, através do Programa Federal PROUNI, onde obteve a nota máxima, na prova de redação: 100,00 (cem pontos).

É pós-graduado em Direito do Estado, pela Faculdade Social da Bahia, com titulação obtida em 2015.

É pós-graduado em Direito Civil e Direito Processual Civil, pela Faculdade Internacional Signorelli, situada no Rio de Janeiro, com titulação obtida em 2014.

Foi membro da Comissão Eleitoral que definiu a Presidência da OAB/SE para o triênio 2016/2018.

Até dezembro de 2015, foi membro da Comissão de Direito Administrativo e Controle da Administração pública da OAB/SE.

Exerceu, em 2014, a Presidência do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Município de Lagarto.

Atualmente, exerce a função de Assessor Técnico de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, onde desenvolve atividades ligadas ao Direito Público, em especial, Direito Administrativo, Tributário, Constitucional e Processual.

Ex-servidor Público Estadual concursado, da Secretaria do Estado da Educação.

É palestrante, parecerista, colunista e consultor jurídico.

Cursa Letras (Português), pela Universidade Federal de Sergipe.

Foi 6º Lugar no 13º Concurso de Monografia da Universidade Tiradentes, realizado pela Universidade Tiradentes, em 2011 e, no 10º Concurso de Monografia da mesma instituição, realizado em 2008, ocupou a 8ª colocação.

Possui participação na publicação de três livros, a saber: O Ministério Público e os objetivos do milênio, que escreveu em coautoria com Dr. Deijaniro Jonas Filho, o artigo “A Eliminação da Pobreza e das Mazelas Oriundas da Fome: objetivo universal, constitucional e atribuição do Ministério Público”, publicado pela Associação Sergipana do Ministério Público, em 2013. Teve a Monografia: A Interferência dos Direitos Humanos no Processo de Consolidação Sociedade Contemporânea, publicada no Caderno de Graduação da Universidade Tiradentes, em 2012. Teve, ainda, Monografia: A Relevância Acadêmica no Processo de Formação Ética da Sociedade, publicada no Caderno de Graduação da Universidade Tiradentes, em 2009.

Publicou Artigo Científico na 13ª SEMPESQ, com o título: A Inclusão Social Através do Conhecimento dos Direitos Individuais Estabelecidos na Constituição de 1988.

É autor do artigo: A inclusão social através da cognição dos direitos e garantias fundamentais estabelecidos na Carta Constitucional de 1988, publicado pelo site Conteúdo Jurídico, Brasília/DF: 02, em maio de 2011 e pela Universidade Federal de Santa Catarina, no mesmo ano.

Aprovado no Concurso da Secretaria de Estado da Educação, em 2007, para o cargo de Oficial Administrativo e 5º Colocado no concurso para Estagiário de Direito, no Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, desenvolvendo suas atividades na 1ª Vara Cível da Comarca de Lagarto.

 

Cadeira 4

Anselmo Vital de Oliveira
professor, pesquisador
Ranulpho Hora Prata
(médico/escritor)

Nascido em 8 de dezembro de 1962, em Lagarto/SE. Cursou a educação básica no Grupo Escolar Sílvio Romero e no Colégio Cenecista Laudelino Freire. Foi professor do ensino fundamental e médio em escolas da rede municipal, estadual e cenecista, bem como auxiliar de serviços bancários em sua terra natal.

Dirigiu a Escola Cenecista Santa Luzia (na Colônia Treze) e o Colégio Cenecista Laudelino Freire (na sede do município), tendo também assumido a direção pedagógica da Escola Frei Cristóvão de Santo Hilário. Coordenou o Centro de Ciências Humanas e Sociais do IFS (Campus Lagarto) e atuou na coordenação de Ações Inclusivas da referida instituição de ensino superior.

Foi diretor artístico da Rádio Aparecida FM do Nordeste e diretor do Departamento de Controle Interno da Câmara Municipal de Vereadores de Lagarto, onde fez inúmeras amizades.

Coordenou o Prêmio Sílvio Romero (1998) e o Grupo de Quadrilha Junina de Lagarto nos I e II Encontros Internacionais do Folclore, realizados no Rio Grande do Sul.

Licenciado em Letras pela Universidade Federal de Sergipe e Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas, foi aprovado em concurso público e, atualmente, trabalha no IFS (Campus Lagarto), onde exerce a função de professor da rede federal de ensino.

Anselmo Vital de Oliveira é casado com a lagartense Maria da Piedade Damaceno Oliveira, fiel companheira e amiga em toda essa trajetória.

Prêmios e honrarias:
Além dos tributos e prêmios recebidos dos alunos em sua profícua caminhada na educação, ainda mantém em seu acervo o título de Honra ao Mérito outorgado pelo Tiro de Guerra 06/015 e a Medalha de “Destaque Nacional dos Colégios Cenecistas“, por sua admirável dedicação como diretor.

Publicações
Além das crônicas produzidas, também escreveu:
No âmbito da poesia – Para Celso (2011) e Pedaços (2012)- no prelo
No âmbito da prosa – Tá rindo de quê? (2013) – no prelo

Cadeira 5

Deijaniro Jonas Filho
promotor, professor universitário
Enock Santiago, Des.
(jurista/escritor)

Deijaniro Jonas Filho nasceu em Lagarto/SE, filho de Deijaniro Jonas da Silva e Terezinha Cardoso da Silva. Iniciou seus estudos nos colégios Sílvio Romero e Laudelino Freire nos anos 70. Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Foi professor de Direito Penal na Faculdade Sergipana (Faser) e presidente da Associação Sergipana do Ministério Público. Como Promotor de Justiça do MPSE, exerce suas funções na 1ª Promotoria do Tribunal do Júri de Aracaju. Atuante nas Ciências Sociais Aplicadas ao Direito no âmbito do Direito Processual Penal e Direito Constitucional, sendo especialista em Direito Penal.

Ao longo de sua trajetória, exerceu as funções de Promotor de Justiça no Ministério Público de Sergipe nas Promotorias de Justiça das Comarcas de Poço Redondo (1994/1995), Porto da Folha (1995/1996), Nossa Senhora das Dores (1996/2001) e Lagarto (2001/2003). Encontra-se na 1ª Promotoria do Júri de Aracaju, desde 2003. Atuou, em substituição ou por acumulação, nas Promotorias de Justiça das Comarcas de Cristinápolis, Itaporanga d’Ajuda, Simão Dias, Poço Verde, Canindé do São Francisco, Estância, Umbaúba, dentre outras. Além disso, exerceu a atribuição de Promotor de Justiça dos Direitos Humanos, Controle Externo da Atividade Policial e Conflitos Agrários (2003/2010). Integrou a Comissão Nacional pela Paz nos Estádios de Futebol (2005/2010). Representou o Ministério Público de Sergipe no Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas (2005/2010). Dirigiu o Grupo Estadual de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Sergipe (2005/2010). Também dirigiu o Gabinete de Segurança Institucional do MPSE (2009/2010). Participou de Grupos de Combate ao Crime Organizado, relativos ao desvio de recursos públicos, nas Comarcas de Canindé do São Francisco e Pirambu, em Sergipe. Atuou nos processos em que foram vitimados o Promotor de Justiça Valdir de Freitas Dantas e o Deputado Estadual Joaldo Vieira Barbosa.
Em meio a prêmios e honrarias, destacam-se: Título de Cidadão Cristinapolitano (2004), Dorense (2004), Aracajuano (2008), Estanciano (2009), Ribeiropolense (2010) e Cumbense (2012); Homenagem dos Alunos do Colégio Estadual Silvio Romero (2011) – Lagarto/SE; Medalha Bombeiro Militar de Sergipe, pelos relevantes serviços prestados à Corporação (2010); Comenda Câmara Municipal de Itabaiana pelo enfrentamento às drogas em Sergipe (2009); Medalha Comemorativa IV Centenário do Ministério Público Brasileiro (2009); Medalha do Mérito pela Valorização da Vida – Secretaria Nacional Antidrogas (2008); Medalha Alferes Tiradentes – Reconhecimento aos valorosos serviços prestado à Polícia Militar de Sergipe (2005); Personalidades 97 – Prefeitura Municipal de Nossa Senhora das Dores/SE.

Entre as obras de que participou, organizou e publicou: “O Ministério Público e o Desafio das Drogas” (2012); “A Drogadição na atualidade, a presença do crack na sociedade e suas repercussões” (2012); “O Ministério Público e o Enfrentamento à Violência Urbana – O caso das torcidas organizadas” (2011); “Revista do Ministério Público do Estado de Sergipe” (1996).

Cadeira 6

Claudefranklin Monteiro Santos
historiador, professor, escritor
Abelardo Romero Dantas
(escritor/poeta)

Nasceu no dia 6 de março de 1974, em Lagarto/SE, também denominada «Cidade Ternura». Seus pais, Maria Claudemira dos Santos Monteiro e José Almeida Monteiro, por muitos anos fixaram residência na Praça da Piedade, local de sua infância. Professor, historiador e pesquisador, licenciado em História pela Universidade Federal de Sergipe, onde também concluiu seu mestrado em Educação, não se rende ao meio do caminho, e já se organiza para a conquista de mais um sonho, o seu doutorado. Iniciou seus estudos no Colégio Cenecista Laudelino Freire, de onde foi aluno e mais tarde dileto professor. Bem-sucedido nos estudos, nutria inúmeros sonhos, entre eles, o de seguir os caminhos tão bem orientados pelo seu saudoso e querido irmão José Cláudio Monteiro Santos, sem dúvida um dos maiores incentivadores de sua carreira ao lado da professora Patrícia, esposa e amiga que lhe concedera a alegria de hoje ter ao seu lado um grande companheiro, o seu filho Pedro Franklin. Apaixonado pela docência, não demorou a se render ao encanto de alguns colégios, entre eles, Luiz Alves de Oliveira, Frei Cristóvão e Abelardo Romero. Foi convidado a integrar a equipe de coordenadores da Faculdade José Augusto Vieira, tendo sido o mentor fundamental na implantação do curso de História daquela instituição de ensino superior que, em sua passagem, recebera inúmeros aplausos pelo êxito da sua profícua atuação. A partir de então, seu gosto pela pesquisa e entusiasmo pela escrita motivaram-no a prestar concurso para Universidade Federal de Sergipe, onde, atualmente, é professor do Departamento de História e vem realizando um trabalho ímpar com seus alunos. Seu singular relacionamento com entusiastas da cultura, somado ao exemplar desempenho de suas atividades, mormente no âmbito de suas publicações, foram os principais responsáveis pelo seu crescimento profissional que, inclusive o levaram a se tornar sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e ao ingresso no Movimento Cultural Antônio Garcia Filho da Academia Sergipana de Letras. Ao longo dos anos, tem sido um dos grandes colaboradores da mídia em Lagarto, seguindo o arquétipo do seu inseparável confrade, o professor e radialista Emerson da Silva Carvalho.

Prêmios e honrarias:
Entre os reconhecimentos recebidos, merecem destaque a Ordem do Mérito Sílvio Romero (2001) e a Comenda Daltro (2011), outorgadas pela Prefeitura de Lagarto, assim como o prêmio Destaque Jovem da Educação, concedido pela Ala Jovem do seu município.
Publicações:
Em meio às suas consideráveis produções, destacam-se: Centrifugação (1999), Nove Contos (2003) e Metodologia do Ensino de História (2010), com evidência para o seu trabalho de organização do livro Uma Cidade em Pé de Guerra (2008), de Alailson Modesto, Patrícia Monteiro e Raylane Santos. Tendo, ainda, organizado o livro Mons. João Baptista de Carvalho Daltro: apontamentos e fragmentos biobibliográficos, do qual participam Assuero Cardoso, Avani Costa, Luiz Antônio Barreto, Mariana Gois, Maria da Piedade Oliveira, José Carvalho de Souza e Rusel Marcos Barroso.

Cadeira 7

Emerson da Silva Carvalho
professor, jornalista, radialista
Luiz Antônio Barreto
(escritor/historiador/pesquisador)

Nasceu em 24 de março de 1939, em Lagarto/SE, filho de Julieta Silva Carvalho e José Vicente de Carvalho. Suas primeiras mestras, Huda e Eremita, o incentivaram para uma vida escolar mais promissora. Seus estudos do primário, ginásio e científico foram concluídos no Colégio Tobias Barreto, em Aracaju (1958), licenciando-se, mais tarde, em Estudos Sociais pela UFS (1977). Possui, ainda, vasto conhecimento em língua estrangeira (inglês e francês), tendo frequentado os melhores institutos da capital. Professor, jornalista e desportista, tornou-se, aos 18 anos de idade, atleta amador do Confiança de Lagarto. Iniciou sua carreira jornalístico-desportiva através de um convite para compor a equipe do jornal A Voz de Lagarto (1957), com a finalidade de cobrir a parte esportiva. Filiado à Associação Sergipana de Imprensa desde 1967, hoje é sócio benfeitor, remido, efetivo e benemérito dessa instituição. Colaborou em todos os jornais que circularam em Lagarto, com destaque para as suas atuações na Folha de Lagarto e no Sergipe Hoje. Grande incentivador das novas gerações, apóia com entusiasmo os novos talentos na área da imprensa escrita, especialmente de sua terra. Colecionador nato, ele que é chamado de “biblioteca viva” em seu município, possui um considerável acervo de livros e jornais lagartenses, desde os anos 50. Na área social, destaque para as coberturas dos encontros da sociedade lagartense nos bailes, carnavais e outras ocasiões festivas e familiares. Comandou por 20 anos, com muita maestria, o Retreta na Progresso, pela AM Progresso de Lagarto, programa dominical, em que fez moços e seniores reviverem as velhas canções que tocavam nos coretos das cidades interioranas deste país. Foi professor do extinto Centro Educacional Nossa Senhora da Salete; do Colégio Laudelino Freire e do Ginásio da Escola Normal Nossa Senhora da Piedade. Na rede pública estadual, começou a lecionar em 1979, no “Sílvio Romero”, a convite da inesquecível Prof.ª Maria Selma Siqueira, escola em que atuou como vice-diretor na década de 80. Nesses mais de 30 anos dedicados à educação, lecionou várias disciplinas, como: Geografia e Educação Moral e Cívica. Porém, nenhuma delas lhe deixa mais saudoso do que o ensino do Inglês e do Francês. Suas qualidades como educador tornaram-no um marco que até hoje perdura. Sempre correto e eficiente, o mestre ministrava aula como quem conduzia uma orquestra, no melhor estilo Villa-Lobos. Participou do Seminário Internacional dos 150 anos de Sílvio Romero, promovido pela UFS. Em sua passagem pela ASCLA, ocupou os cargos de presidente, secretário e diretor de esporte. Comanda, desde 2010, o programa ‘Retreta de todas as bandas’, na Juventude FM de Lagarto.

Prêmios e honrarias:
Ordem do Mérito Sílvio Romero (2001); Medalha do Mérito Jornalístico Mons. Fernandes da Silveira (2005); Comenda Daltro (2011); Titular da Quadra de Esportes do Colégio Estadual Sílvio Romero.

Publicações:
Autor de incontáveis crônicas e artigos publicados em quase todos os jornais que já circularam e ainda circulam em Lagarto, uma admirável herança do seu saudoso genitor.

Cadeira 8

Euler Tavares Ferreira
bancário, jornalista, escritor
Joel Silveira
(escritor/jornalista)

Nasceu em 26 de setembro de 1949, em Lagarto/SE. Filho de Nelson Ferreira do Nascimento e de Araci Tavares Ferreira. Iniciou o curso primário na Escola Santo Antônio (da Profª Hulda Oliveira), concluindo na Escola Nossa Senhora da Conceição. Estudou o ginásio e o segundo grau no Ginásio Laudelino Freire, em Lagarto. Foi para Universidade Católica de Salvador (BA), onde, por dois anos, cursou Filosofia. Enamorado pelo jornalismo, passou a escrever e contribuir em jornais de Lagarto e da capital, tarefa que passou a dividir com os afazeres bancários após aprovação em concurso público para o Banco do Brasil. Mais tarde, obteve a concessão do Banco para trabalhar na CNI – Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, onde permaneceu por um ano, e por 12 anos cedido ao Governo de Sergipe (1988 a 2000). Foi diretor de imprensa da Assembleia Legislativa durante 15 anos. Trabalhou por 21 anos na TV Sergipe como repórter, comentarista político e apresentador do programa jornalístico Bom Dia Sergipe. Interinamente, exerceu várias vezes a Chefia de Jornalismo da referida emissora. Também foi diretor de jornalismo da TV Cidade durante cinco anos. Jornalista profissional há cerca de trinta anos, com registro na DRT e vinculado ao Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Federação Nacional dos Jornalistas), é hoje funcionário aposentado do Banco do Brasil, diretor de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, apresentador do Sergipe Justiça (TV Justiça de Brasília) e apresentador do telejornal Conexão Aperipê (TV Aperipê de Aracaju).

Entre prêmios e honrarias recebidos, estão:
– Medalha do Mérito Jornalístico Mons. Silveira, concedida pela Associação Sergipana de Imprensa.
– Diploma por atuação na Imprensa Sergipana, pela Assembleia Legislativa.
– Medalha Tiradentes (recebida por três vezes), outorgada a membro da comunidade universitária que tenha se distinguido pelo desempenho de suas funções ou a pessoas que tenham prestado relevantes serviços à Universidade Tiradentes e ao Estado de Sergipe, por proposta justificada do reitor, aprovada por 2/3 (dois terços) dos membros do Consad.
– Placa de Honra ao Mérito pelos bons e dedicados serviços prestados à AABB e ao Banco do Brasil – Propriá/SE.
Publicações:
– Inúmeras crônicas disponíveis no Portal Lagartonet, a exemplo de Os verdes campos da minha terra (2008/1), A praça (2008/2), As meninas do Mestre Ferreira (2009/1), Fragmentos lagartenses (2009/2), Pecado da carne (2010/1), A minha rua (2010/2), Em Brasília, 19 horas (2011), O cochilo do Mons. Jason(2012), entre outras
– Livro de crônicas (2013), no prelo, a ser lançado na Academia Lagartense de Letras.

Cadeira 9

Mário Rino Sivieri, Dom.
educador, pequisador, religioso
Vicente Francisco de Jesus, Pe.
(sacerdote/escritor)

Nasceu em Castelmassa, na Itália, em 15 de abril de 1942, filho de Natalina Mazzeto e Osvaldo Sivieri. Fez os estudos secundários no Seminário Diocesano de Biella, Itália. Cursou o propedêutico no Seminário Arquidiocesano de Torino; o primeiro ano de Teologia no Seminário de Biella, concluindo o curso no “Studium Zenonianum”, de Verona, onde frequentou, também, o Seminário Nossa Senhora de Guadalupe para a América Latina.

Foi ordenado sacerdote por Paulo VI, em 3 de julho de 1966 e incardinado na Diocese de Biella. Em 30 de outubro de 1979, recebeu o título de Capelão de sua Santidade, o Papa João Paulo II. Exerceu o ministério em diversas paróquias na Itália. Em 1968 chegou à Diocese de Estancia (Brasil), quando passou a exercer suas atividades de sacerdote em Lagarto(SE) como vice-pároco e pároco durante 21 anos (1968/1997). Com sua chegada da Europa, começava, então, uma trajetória profícua a serviço de Deus e dos homens, capaz de unir dois mundos completamente diferentes e culturas dessemelhantes.

No início da década de 70, passou a dirigir o Colégio Comercial Laudelino Freire, da rede cenecista, causando uma grande evolução no estabelecimento, que, a partir de sua gestão, torna-se um dos mais respeitados da região.

Por ocasião do Congresso Eucarístico, realizado em Lagarto em 1979, foi consagrado monsenhor, o que vem consolidar o seu carisma não somente no seio da comunidade lagartense, mas também em meio aos sergipanos, por conta dos inúmeros serviços prestados à sociedade, a exemplo da implantação da Fazenda Esperança e do Instituto Pias Mestras Rosa Venerini no município de Lagarto.

O Papa João Paulo II nomeou-o bispo para a Diocese de Propriá (SE), no dia 18 de março de 1997, eleito, dois anos mais tarde, vice-presidente do MEB (Movimento de Educação de Base) e, em 2000, presidente do Sub-regional de Sergipe do NE 3 da CNBB.

Dom Mário, atualmente, encontra-se em Propriá/SE, mas os laços que o unem a Lagarto, dos povoados – onde construiu inúmeras capelas e igrejas -, à sede do município, deixaram marcas tão profícuas que o legitimaram um lídimo lagartense, sobretudo pelo seu declarado amor à Cidade de Ternura de Sergipe.

Prêmios e honrarias:
– Mérito Sílvio Romero – OACI idiomas – Lagarto
– Homenagens da Paróquia N. Sra. da Piedade – Lagarto
– Título de Cidadão Lagartense – Câmara de Vereadores de Lagarto
– Comenda Monsenhor Daltro – Prefeitura de Lagarto
– Tributos do Colégio Cenecista Laudelino Freire – Lagarto

Cadeira 10

José Carvalho de Souza, Mons.
educador, pesquisador, religioso
João Baptista de Carvalho Daltro, Mons.
(1.º adm. de Lagarto/sacerdote)

A História de Lagarto/SE tem uma íntima relação com sua formação religiosa que, sob as bênçãos de sua Excelsa Padroeira, tem sido, ao longo dos anos, celeiro de vocações sacerdotais.

Lagarto desponta como o município que mais contribuiu com monsenhores de renome na história da Igreja Católica. Figura entre esses notáveis (Daltro, Juarez, Marinho e Mário), o nome de um descendente de importante família da região: Mons. José Carvalho de Souza.

Órfão de mãe, ainda muito cedo, sob os cuidados do avô, o Cel. Zacharias, resolveu ser sacerdote a fazendeiro (função que dava notoriedade na cidade pelos idos dos anos 40 e 50). Foi encaminhado ao Seminário sob a orientação do Pe. João Marinho, onde se destacou sem demora, indo estudar Filosofia na Paraíba, na Universidade Católica de Pernambuco e no Seminário Maior de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, considerado, na época, uma das melhores instituições na formação de sacerdotes do Brasil. Passa, ainda, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São João Del Rei/MG, onde recebe o diploma de Administração Escolar (outra vocação latente que lhe serviria de base para, mais tarde, implantar uma das mais conceituadas escolas de Sergipe, o Colégio Arquidiocesano).

Sua acentuada retórica recebeu, certamente, influência espiritual do padre Frederico Loufer, do qual herdou, ainda, o interesse pelos estudos bíblicos. Ao longo dos anos, Mons. Carvalho participou de desafiantes missões sacerdotais. Ordenado presbítero por Dom Fernando Gomes, na matriz de Lagarto, foi, também, vice-reitor e reitor do Seminário Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus.

Porém, sua história sacerdotal confunde-se com a do Colégio Arquidiocesano. Pelos idos de 1957, quando assumia a reitoria daquele Seminário, o Mons. Carvalho enfrentou o desafio de zelar pela parte espiritual, pedagógica, inclusive financeira da entidade. Em 1959, nascia, numa das dependências do Seminário na Praça Camerino, o então Educandário Sagrado Coração de Jesus (denominação dada, à época, para instituições de ensino mantidas pela Igreja Católica, a exemplo do Educandário Nossa Senhora da Piedade, em Lagarto). Mais tarde, em 1960, na Rua Dom José Thomaz, o Educandário se transforma em Ginásio Diocesano Sagrado Coração de Jesus.

De lá para cá, o Arquidiocesano, como passou a ser denominado, transformou-se, sob sua direção, numa das instituições de ensino particular mais respeitadas do Estado de Sergipe, com destaque para o excelente desempenho de seus alunos em competições esportivas e no vestibular, carregando a marca registrada do determinismo e garra do Mons. Carvalho, seu fundador.

Colecionador de honrarias e prêmios, a exemplo da Comenda Daltro e da Ordem do Mérito Sílvio Romero, outorgadas pela Prefeitura de Lagarto, Mons. Carvalho é um orgulho de sua gente, presença assídua nas festas dedicadas à Nossa Senhora da Piedade, por quem devota apreço singular numa estação que aproveita para abraçar seus conterrâneos e prestar serviço à sua terra, sem dúvida, a mais fervorosa da fé católica em Sergipe.

Cadeira 11

Taysa Mércia Santos Souza Damaceno
professora, pesquisadora
José Martins Fontes
(jurista/escritor)

Nasceu aos 14 dias do mês de março de 1977, em Lagarto/SE, data alusiva à poesia. Filha de Luzia Áurea dos Santos Souza e Israel Almeida Souza; bisneta do Sr. Hipólito Emílio dos Santos, promotor público de grandes cenas na história deste município.

Deu início aos seus estudos em 1981, no GENNSP, hoje Colégio Nossa Senhora da Piedade. Em 1991, ingressou no nível médio do Colégio Abelardo Romero e, em 1992, passou a cursar, paralelamente, o Técnico em Contabilidade no Colégio Cenecista Laudelino Freire, por ocasião da seleção para bolsistas no Banco do Nordeste do Brasil. Em 1995, motivada pelo mundo da palavra, ingressou no curso de Licenciatura em Letras Vernáculas da UFS.

Em 1996, assumiu as primeiras turmas de produção de texto no ensino fundamental do Colégio Cenecista Laudelino Freire, em Lagarto, dando início à docência e contribuindo na formação de outros abnegados profissionais, até 2004.

Começou sua trajetória na educação pública, em 1998, atuando como professora dos ensinos fundamental e médio no Colégio Municipal Frei Cristóvão, escola em que passou 10 anos de sua vida profissional e de trabalho com a leitura, escrita e o ensino de língua materna. Nesse entremeio de atividades, concluiu o curso de Licenciatura em Letras em novembro de 2000, e, logo após, começou seus estudos de pós-graduação lato-sensu em Língua Portuguesa, pela Universidade Salgado de Oliveira (RJ).

Em 2002, na Secretaria Municipal de Riachão do Dantas, passa a coordenar a área de Ensino da Língua Portuguesa, época em que participa da equipe fundadora do ensino médio na zona rural de Lagarto (SE), atuando como professora no Núcleo da Escola Abelardo Romero Dantas, hoje, Colégio Estadual Senadora Maria do Carmo Alves.

A partir de 2003, exerce, durante 2 anos, a docência no ensino superior no Departamento de Letras da Universidade Federal de Sergipe (Campus São Cristóvão).

Em 2005, ingressa na educação superior de Lagarto, atuando como professora da Faculdade José Augusto Vieira. Em 2006, assume a coordenação do curso de Letras, onde permanece até meados de 2008, momento de reconhecimento do referido curso.

Aprovada em concurso, passa a atuar como docente de Língua Portuguesa no Instituto Federal de Sergipe (IFS – Campus Lagarto), onde foi Gerente de Desenvolvimento Institucional (2009-2010), Membro do Conselho Superior (2009-2012) e permanece professora até os dias atuais.

Além de membro de conceituadas instituições, como: ABRALIN, GELNE, ALED, GETED e ASCD, é mestre em Letras pela UFS e doutoranda nessa modalidade pela UFRN (Campus Natal), docente que, em meio às homenagens recebidas, registra com apreço: titular da turma de Letras (2008) e paraninfa da turma de Letras (2009) – FJAV.

De suas produções, destacam-se: Ecos Interdiscursivos das Vozes Discentes sobre a Inovação e a Tradição Gramatical (2011) – EDUFS; Estudos linguísticos e ensino de língua: abordagens (2013); Glocalização e Ensino de Língua Materna: práticas discursivas em mudanças (Coleção Ciências da Linguagem Aplicadas ao Ensino) – GELNE/UFRN (no prelo).

Cadeira 12

Maria Angélica Amorim Correia
poeta, artista, escritora
José Vicente de Carvalho
(jornalista/escritor)
 

Nascida a 2 de janeiro de 1974, em Lagarto/SE, “papa-jaca” de berço – como a mesma se identifica-, Maria Angélica de Amorim Correia, ou Angélica Amorim, como é conhecida no campo artístico, é graduada em Letras pela Universidade Federal de Sergipe, especialista em Gestão Escolar pela Faculdade Pio X, e em EJA pelo IFES, possui formação em Gestão Cultural pela UFS e Rede Sergipe de Cultura, em Gestão e Elaboração de Projetos Culturais pela Fundação Getúlio Vargas e pelo Ministério da Cultura.

É membro fundadora da Cia. de Teatro Cobras & Lagartos, na qual atua como atriz, diretora e produtora; como dramaturga, já teve seus textos encenados pela referida troupe e pelos grupos (já extintos) Real Porão e Estigma, ambos de Lagarto, formados por ela e absorvidos pela Cia. Cobras e Lagartos, em 2003.

Como poeta, uma parte da sua obra está nas antologias “Mulheres em Prosa e Verso”, da Editora Hoje(2008); e no livro “Folhas ao Vento” da Editora A. Giraldo (2006). Como atriz de cinema, protagonizou o curta “Luzeiro”(2013), do roteirista, diretor e produtor sergipano Raphael Borges e participou no filme “A Pelada”(2012) do também roteirista, diretor e produtor belga, Damian Chemin (ainda sem data para ser lançado no Brasil).

Angélica Amorim também possui premiações como intérprete e poeta em vários concursos de poesia. Citando como os mais emocionantes, ela lembra os de Penedo/AL (1999), Brasília/DF (2005), o de Poesia Falada de Lagarto, em 1997, e o de Estância/SE(1997). Esporadicamente, contribui para revistas e blogs.

Na Secretaria de Estado da Cultura, gerenciou a implementação dos Pontos de Cultura em Sergipe (2009); coordenou a IFESE – Faculdade de Educação Teológica (2011), Polo de Sergipe, na qual é professora free-lancer.

Professora da Rede Estadual de Ensino desde 1998, atuou como Técnica Pedagógica da Diretoria Regional de Educação – DRE’2, de 2000 até 2012; professora da rede municipal de Lagarto desde 2001, ministrou aulas de Português e Redação no Pré-Seed, de 2005 até 2012.

Atualmente, divide o seu tempo entre a direção do Departamento de Arte e Cultura do município de Lagarto, a Companhia de Teatro Cobras e Lagartos e o curso de Terapia Ocupacional (UFS). No entanto, seus olhos brilham mesmo quando fala das filhas Eulália, Sofia e Alice, sem deixar de lado, é claro, a produção poética.

Cadeira 13

Rosalvo Andrade Nogueira
jornalista, radialista, comunicador
José Nogueira Fontes
(matemático/escritor)

Nasceu em 30 de maio de 1956, em Lagarto/SE. Filho de Raymundo Nogueira Fontes e Josepha Andrade Irmã Fontes. Casado com Maria José de Araújo Nogueira, pai de Ialy Nogueira e Galileu Nogueira.

Graduado em Jornalismo e pós-graduado com MBA em Gestão de Assessoria de Comunicação, é radialista há 35 anos e também Técnico em Estradas, formado pela antiga Escola Técnica Federal de Sergipe.

Trabalhou como repórter e apresentador da TV Sergipe durante 15 anos. Foi, também, apresentador da TV Atalaia e professor do antigo Educandário Duque de Caxias em Aracaju. De janeiro de 1997 a outubro de 1998, exerceu o cargo de Secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju, tornando-se, mais tarde, Subsecretário de Comunicação do Estado de Sergipe, no governo Albano Franco.

Em São Paulo, participou do Mutirão Brasileiro de Comunicação, do Congresso Brasileiro de Marketing Católico e do Encontro Nacional das Pastorais da Comunicação, promovido pela CNBB.

Repórter esportivo da Rádio Jornal e Rádio Cultura; assessor de Imprensa da Arquidiocese de Aracaju; atualmente, trabalha como Assessor de Imprensa do Colégio e Faculdade Amadeus, apresenta o Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan e atua como repórter do programa jornalístico Canção Nova Notícias, de cuja rede é diretor da Geradora em Aracaju.

Prêmios e honrarias:

Em meio a homenagens e tributos recebidos ao longo de sua trajetória, destaca os inúmeros reconhecimentos manifestados pelos colegas, familiares e amigos, além da satisfação de haver conquistado, por exemplo:

- Título de Cidadão Aracajuano

- Prêmio Setransp de Jornalismo

- 2º Lugar nas quatro edições realizadas

Cadeira 14

Beatriz Góis Dantas
antropóloga, escritora, pesquisadora
Adalberto Fonseca
(pesquisador/historiador)

Nasceu em Lagarto/SE, em 21 de setembro de 1941; professora e pesquisadora, graduada em Geografia e História pela Faculdade Católica de Filosofia de Sergipe, mestre em Antropologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), durante sua infância, morou em Boquim e Itabaianinha, onde cursou seus estudos iniciais, completando-os em Aracaju, no Colégio Nossa Senhora de Lourdes. Professora da Universidade Federal de Sergipe, fez parte do Programa de Qualificação Docente (PQD), realizado pela referida universidade, ministrando aulas no Polo de Lagarto. Atenta aos problemas de preservação do patrimônio histórico e artístico e ao resgate da memória das instituições e dos grupos sociais, deu início à reorganização do Arquivo Público do Estado de Sergipe, participou da elaboração do Plano de Restauração, Preservação e Valorização do Patrimônio Histórico e Cultural de Laranjeiras, do Levantamento de Fontes Primárias da História de Sergipe DFH/UFS, do Projeto de Organização do Museu de Antropologia/UFS, do Guia Brasileiro de Fontes para a História Indígena e do Indigenismo em Arquivos Brasileiros – USP/UNICAMP/UNESP, do Inventário de Documentos sobre o Índio em Sergipe (UFS) e da formação e organização dos acervos documentais do DCS/UFS. Dirigiu o Departamento de Cultura e Patrimônio Histórico (DCPH) e chefiou, interinamente, o Departamento de Psicologia, Sociologia e Antropologia da UFS. Integrou diversos órgãos consultivos de caráter científico e cultural, como o Conselho Estadual de Cultura, o Conselho de Ensino da Pesquisa da UFS, o Conselho Científico da Associação Brasileira de Antropologia e o Conselho editorial de revistas nacionais e locais. Atualmente, desenvolve pesquisas e consultoria na área de patrimônio imaterial, tendo prestado serviços ao Instituto Xingó, Artesanato Solidário e 8ª Superintendência Regional do IPHAN-SE.

Prêmios e honrarias:
Recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Serigy, concedida pela Prefeitura Municipal de Aracaju; Título de Cidadã Laranjeirense; Ordem do Mérito no Grau de Comendador, concedida pelo município de Lagarto; Prêmio Sílvio Romero, da Câmara Municipal de Lagarto; Medalha do Mérito Cultural Tobias Barreto, do Governo do Estado de Sergipe; título de Professora Emérita da Universidade Federal de Sergipe; e Medalha do Mérito Cultural, concedida pela UFS. Foi, muitas vezes, homenageada por estudantes da UFS.

Publicações:
Entre livros e folhetos, destacam-se: “A Taieira de Sergipe: pesquisa sobre uma dança tradicional do Nordeste”; “Terra dos Índios Xocó”; “Vovó Nagô e Papai Branco: Usos e abusos da África no Brasil” (edição em inglês sob o título ‘Nagô Grandma & White Papa’, pela Universidade da Carolina do Norte (EUA); “Dança de São Gonçalo”; “Chegança”; “Repertório de Documentos para a História Indígena”; “Xocó: grupo indígena de Sergipe”; “Renda de Divina Pastora”; “Rendeiras de Poço Redondo: vida e arte de mulheres que batem bilros no sertão do São Francisco”; “Rendas e Rendeiras no São Francisco: estudos e documentos sobre a renda de bilro de Poço Redondo – SE”; “Destinatário: Felte Bezerra; cartas a um antropólogo sergipano – 1947-59 e 1973-85”.

Cadeira 15

Paulo Andrade Prata
professor, jurista, escritor
José Cláudio Monteiro Santos
(professor/educador)
 

Nasceu em 11 de setembro de 1952, em Lagarto/SE. Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Sergipe, especialista em Direito Educacional pela Faculdade Pio X e licenciado em Letras pela Universidade Tiradentes. Foi professor de Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1º Grau, Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Cultura Sergipana e Sociologia, tendo ministrado aulas em importantes unidades escolares da rede ensino de Lagarto, como: Colégio Cenecista Laudelino Freire, Colégio Nossa Senhora da Salete, Ginásio da Escola Normal Nossa Senhora da Piedade e Colégio Estadual Prof. Abelardo Romero Dantas. Deste último, foi diretor por mais de 10 anos. Assumiu como gestor, os dois mais importantes órgãos educacionais do município: a Secretaria Municipal de Educação e a Diretoria Regional de Educação – DRE’2. Foi Assessor Jurídico da Câmara Municipal de Vereadores de Lagarto, Assessor Jurídico da Coopertreze, Assessor Jurídico do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagarto, Assessor Jurídico da Câmara Municipal de Vereadores de Riachão do Dantas, Procurador Geral do Município de Lagarto e Procurador Geral do Município de Riachão do Dantas. Outrossim, presidente da Regional da OAB/SE, em Lagarto (2001/2003); sócio-fundador e primeiro Secretário da Associação Cultural de Lagarto (1971); presidente do Rotary Club de Lagarto; diretor administrativo da Rádio Progresso. Na condição de colaborador da imprensa sergipana, atuou como colunista dos jornais: O Lagarto, Tribuna de Aracaju, Folha de Lagarto e O Debate; apresentou o programa cultural ‘Ascla em foco’, na Rádio Cultura (Aracaju); o programa jornalístico ‘Roda Viva’ e o programa cultural Agenda Musical, pela Rádio Progresso (Lagarto). Atualmente, trabalha no Departamento de Administração e Finanças da Secretaria de Estado da Educação, na capital.

Prêmios e honrarias:
Entre as inúmeras homenagens no âmbito educacional, registra com satisfação os tributos recebidos nas escolas de Lagarto, especialmente, o reconhecimento dos alunos, professores e funcionários do Colégio Estadual Prof. Abelardo Romero Dantas. Foi também agraciado como paraninfo de turma da Faculdade Ages, em 2006/2, por alunos que guardaram o seu nome como exemplo de mestre na educação básica.

Publicações:
Diversos textos divulgados pela imprensa de seu município e da capital sergipana, sem esquecer o grande número de crônicas e artigos destinados, sobretudo, à esfera educacional.

 

Cadeira 16

Aglaé d’Ávila Fontes
professora, pesquisadora, folclorista
José Antônio da Costa
(folclorista/fotógrafo)

Nasceu em Lagarto/SE, morou em várias outras cidades devido à profissão do seu pai, que era funcionário público federal. Sua grande paixão, lecionar. Por isso, afirma que se tivesse de nascer outra vez, gostaria de continuar professora.

Escritora, historiadora e folclorista, sem dúvida, uma das mais importantes pesquisadoras do folclore no Estado de Sergipe; apresentadora e produtora do programa “Andanças do Folclore Sergipano”, na TV Caju; diretora do Centro de Criatividade de Sergipe; integrante do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e membro da Academia Sergipana de Letras. Foi, por três vezes, secretária de Estado. Ajudou no ingresso de muitos na vida artística com a sua escolinha de música, por volta de 1950. Uma mulher de grandes talentos. Quando criança, ganhava livros de presente dos seus pais, o que a incentivava a trilhar os caminhos da literatura, do folclore, da cultura do povo em geral.

Sua mãe, católica, a levava para cantar na Igreja. Com esse incentivo à arte musical, fez curso de educação dessa área na Bahia, e passou a escrever textos teatrais para as escolas. Foi o início para sua carreira de contadora de histórias com talento reconhecido, o que lhe rendera o prêmio Contadora de Historias do Banco Real, com “O Menino que Sabia Demais e o Padre”.

Música e teatro são os alicerces de sua vida. Mesmo aposentada, a professora Aglaé continua em atividade, é membro do Conselho de Cultura do Estado de Sergipe e presidente da Comissão Sergipana de Folclore. Exímia palestrante, sempre preocupada em manter viva a cultura e a tradição sergipana, procura conscientizar as pessoas dessa importância e alerta a todos que as novas gerações precisam manter suas referências culturais.

Ao longo de todos esses anos de pesquisa, a pesquisadora já escreveu sobre a maioria das manifestações folclóricas de Sergipe, com destaque para o livro ‘Danças e Folguedos’. Jamais abandonou seus estudos sobre a cultura popular, paixão que divide com seu trabalho de gestora na área da cultura.

Segundo Aglaé, o manancial de contos populares que Sílvio Romero resgatou não chega às escolas. Em sua visão, elas deveriam ter um olhar mais pensante sobre a cultura popular, pois é muito importante que os mais jovens tenham conhecimento da sua historia cultural e da sua gente.

Ganhadora de vários prêmios literários e agraciada com diversas condecorações, Aglaé Fontes guarda com muito orgulho cada tributo recebido, a exemplo da Medalha Sílvio Romero, da Academia Sergipana de Letras e a Ordem do Mérito Sílvio Romero, outorgada pela Prefeitura de Lagarto.

Cadeira 17

Euclides Oliveira Santos
escritor, jornalista, pedagogo
Onofre Silva Santos
(pesquisador/audiófilo/teatrólogo)

Euclides Oliveira Santos é jornalista e pedagogo. Filho da Profª Hulda de Oliveira Santos e Euclides José dos Santos. Nasceu no dia 14 de julho de 1946, em Lagarto/SE, na Rua Cel. Souza Freire, antiga Rua do Visconde. Estudou na Escola Nossa Senhora Auxiliadora, da professora Maria Teles de Cerqueira, e no Grupo Escolar Sílvio Romero.

Durante 28 anos, trabalhou no jornal A Tarde da Bahia como cronista e editorialista. Em Aracaju, colaborou na Gazeta de Sergipe, Jornal da Cidade, O Dia e Jornal de Sergipe.

Foi oficial de gabinete dos governadores Lourival Baptista, João Andrade Garcez, Paulo Barreto de Menezes, José Rollemberg Leite, Augusto Franco, Djenal Queiroz e de João Alves Filho, em seu primeiro governo.

Ele próprio se descreve, em um dos seus textos: “As marcas do tempo já estão registradas em meu rosto em forma de rugas. Meus olhos ainda enxergam os cenários do mundo, mas as cores estão esmaecidas, sem o brilho de antigamente. Meus cabelos perderam a tonalidade brilhante que marcava a beleza do passado, e agora, no outono da minha vida, estão cobertos pela neve que deixa os traços da saudade. Meus ouvidos captam os sonhos que compõem a sinfonia do mundo exterior, já com uma certa dificuldade de percepção, mas o presente limite enseja-me a oportunidade de ouvir, com clareza, os acordes emanados do meu coração. Minha voz não mais expressa a mesma tonalidade de bem antes, quando conseguia até cantar, mas percebo que hoje, graças a Deus, consigo verbalizar meus sentimentos na mais harmoniosa sintonia da esperança, com acordes cantando marcantes lembranças que ficaram perenizadas na memória. Minhas mãos estão trêmulas, sem o vigor de antes, mas não perderam a plena capacidade para manifestar afetividade na doce materialização de carinhos.

Minhas pernas não mais conseguem, com antigo vigor, alcançar grandes distâncias, mas sinto, nas subjetivas dimensões da alma, ainda consigo escalar a montanha da experiência. Estou mais maduro, mais experiente, com nova visão do mundo e dos homens que melhor conhecera na adversidade. Sou um homem, hoje em dia, desiludido e desencantado. Lagarto, minha terra, terra de tantas lembranças e tantas saudades.

Quando falo ou escrevo sobre Lagarto, sou até suspeito, de tão irremediavelmente perdido de amor por essa cidade que me viu nascer. Tenho, por ela, uma doce cumplicidade amorosa e vou continuar cantando-a em verso e prosa por onde andar. Aqui, tenho amigos e muitas histórias para contar.

Toda a minha obra está impregnada do espírito da minha terra e do meu povo. Estou me dando ao “deleitoso esforço” de reviver os cenários e as figuras que povoaram a minha meninice”.

Dos seus escritos, publicados em livros, jornais, revistas e, mais recentemente, no Memorial Lagrato On-line, destacamos: São Cristóvão de Sergipe; Fausto Cardoso; Jackson de Figueiredo: uma figura controvertida; A sentença de Tiradentes; Silva Jardim; Santos Dumont: a glória das asas; Anísio Teixeira; Parabéns, Aracaju!, entre outros.

Cadeira 18

Noeme da Silva Dias
professora, poeta, escritora
Armando Hora de Mesquita
(jurista/escritor)

Noeme da Silva Dias, nascida em 28 de maio de 1946, em Lagarto/SE, filha de Elvira da Silva Dias e Nicolau Tolentino Dias.

Alfabetizada na Escola Adventista de Lagarto, onde concluiu o primário, ingressou no Ensino Fundamental em 1959, no então Ginásio Laudelino Freire, recebendo certificado de conclusão em 1966 no IAI – Instituto Adventista de Itaquara/BA.

Em 1967, em regime de internato, matriculou-se no curso de Ciências Contábeis do IAE – Instituto Adventista de Ensino (São Paulo/SP), transferida em 1968 para o IAC – Instituto Adventista de Campinas/SP, onde concluiu, em 1969, o ensino médio.

Em 1970, de volta às origens, optou pelo magistério, concluindo o 2° ciclo do Ensino Normal, em 1971, no Colégio Nossa Senhora da Piedade.

Em 1975, prestou vestibular pela UFS, graduando-se, em 1978, no curso de Licenciatura em Estudos Sócias (em Lagarto) e, em 1981, recebeu diploma universitário em Licenciatura Plena em Geografia (Campus Aracaju).

Atuou como contabilista no período de 1970 a 1987, na Contal Contabilidade Aracaju Ltda. e em José Vieira & Filhos Ltda.

Em 1978, através de concurso público, foi nomeada professora do Ensino Fundamental da Escola de 1° Grau Silvio Romero e, em 1985, foi remanejada para a Escola de 1° e 2° Graus Prof. Abelardo Romero Dantas (Colégio Polivalente), como professora titular de Geografia do Ensino Médio. Nesta unidade escolar, atuou administrativamente como vice-diretora, de 1991 a 1994 e como coordenadora, de 1998 a 2001.

Como atividade literária, nas décadas de 80 e 90, contribuiu com uma serie de textos, artigos e poemas para jornais locais, dentre eles, A Voz de Lagarto, O Progresso e O Eldorado.

Em 1983 e 1984, com patrocínio da Secretária de Educação e Cultura do Estado e apoio da Subsecretaria de Cultura Municipal, participou do I e do II Concurso de Poesia Falada de Lagarto, recebendo troféus de 1° e 2° lugares, assim como de melhor intérprete no I certame, e 2° lugar e melhor intérprete no II Concurso.

Como sonho, só a publicação de poemas engavetados, mas que já se encontram no prelo para lançamento numa coletânea. Entre eles: Minha doce Lagarto; Eu comigo; Acordem as emoções; Virtudes; Falsas estrelas, Desencontros; Sonho de geólogo; Criação; Tempo; Rotina; Passagem; Desencontro; Perfil.

Entre prêmios, honrarias e homenagens nas escolas:
– Troféu 1º e 2º lugares e Melhor Intérprete – I Concurso de Poesia Falada de Lagarto – 1983
– Trofeu 2º lugar e Melhor Intérprete – II Concurso de Poesia Falada de Lagarto – 1984
– Ordem do Mérito Sílvio Romero – Prefeitura Municipal de Lagarto – 2001

Cadeira 19

Antônio José Monteiro Rocha
odontólogo, escritor, pesquisador
Teodureto Arcanjo do Nascimento
(médico/escritor)
 

Nascido em Lagarto/SE, aos 19 de fevereiro de 1954, na Praça da Piedade, local da atual sede da Casa Paroquial. Filho de João Almeida Rocha e Valdomira Monteiro Rocha. Entusiasta da cultura lagartense, cirurgião dentista formado pela Universidade Federal de Sergipe. Fez o curso primário na Escola Imaculada Conceição e no Educandário Nossa Senhora da Salete, o curso ginasial no Ginásio Laudelino Freire e Ginásio da Escola Normal Nossa Senhora da Piedade e o científico no Colégio Estadual Atheneu Sergipense.

Durante sua vida acadêmica, realizou estágios em Lagarto, Japaratuba, Boquim, Aracaju, Pirambu e na região do Baixo São Francisco, sendo que, neste último, como partícipe do Programa Rondon, do Ministério do Exército.

Também tomou parte de vários trabalhos e congressos em São Paulo, no Rio Grande do Norte, na Bahia e em Sergipe.

Como profissional da área de saúde, atua em seu consultório odontológico, em Lagarto, desde 1976, credenciado pelas seguintes instituições: Telergipe, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Bradesco Saúde Dental, Camed – Banco do Nordeste, Assen/Emdagro, ASE/Cohidro, Funcef – Caixa Econômica Federal, Geap Patronal, Fusex/Ministério do Exército.

Trabalhou pelo Sindicato Rural de Lagarto, no INAMPS e, na década de 80, foi Secretário Municipal de Saúde. Desde 1976, vem participando de vários cursos ligados à Odontologia, para, assim, atender, de forma mais eficaz, ao seu público.

Prêmios e honrarias:
O admirável reconhecimento da sociedade pelo seu trabalho é, sem dúvida, fruto do carisma herdado de seu pai, também cirurgião-dentista, um aplauso que, por vezes, lhe rendera certificados de pesquisas de opinião pública, graças, especialmente, à seriedade do seu desempenho profissional no âmbito da odontologia.

Publicações:
Como colunista do Portal Lagartonet, desde a sua fundação, tem escrito inúmeros contos e crônicas que retratam fatos ocorridos em Lagarto e região, levando-os, quase sempre, para o âmbito da ficção, a fim de preservar a identidade das pessoas e manter a curiosidade. Como exemplo: O milagre da jaca; A armadilha; Turistas em apuros; Buraco de tatu; O burro e o zurro; In vino veritas; A casca de banana; Os religiosos; A prova da excelência; A festa de formatura; O cavalo de vaquejada; A perícia final; O conserto do relógio; Acerto de contas; Tiro pela culatra; Os otários; Colheita tardia; A morte da rede; A vingança; A taxa de iluminação pública; O carnaval e a dentadura; Os calouros; A transfusão; Almoço de aniversário; A anestesia e seus pioneiros; A panela de feijoada, entre outros.

Cadeira 20

Paulo Sérgio Oliveira Nunes
médico, escritor, pesquisador
Joaquim Prata Souza
(advogado, professor, defensor público)
 

Nasceu em Lagarto (SE), em 14 de novembro de 1952, filho de José Nunes Oliveira e Maria das Virgens Nunes Oliveira, iniciou sua formação na Escola Nossa Senhora da Salete (da Profª Eremita Araújo), cursou o primário no Grupo Escolar Silvio Romero. Após aprovação no teste de admissão, iniciou e concluiu o curso no Ginásio Laudelino Freire, em 1968. Em busca de mais conhecimentos, fez testes no Colégio Agrícola Federal “Benjamin Constant”, em São Cristóvão, e cursou, como aluno interno, o Colegial, de 1969 a 1971. Em 1972 mudou-se com a família para Salvador e, após aprovação no vestibular da UFBA, fez o curso de Farmácia e Bioquímica até o 3º ano. Em 1976, ingressou na Escola de Medicina e Saúde Pública da Bahia, formando-se em Medicina no ano de 1982. Depois de ter sido aprovado em concurso de Residência em Clínica Médica do Hospital Ana Nery, optou por iniciar sua vida profissional, em 1983, na Chapada Diamantina, na Bahia. Trabalhou em Lençóis, Seabra e Boninal (BA). Em 1984 transferiu-se para a cidade de Jaguaquara (BA), onde, de 1989 a 1991 foi Secretário de Saúde e de 1992 a 1996, eleito Prefeito Municipal pelo Partido dos Trabalhadores. Exerceu, em seguida, em Amargosa (BA), a função de Auditor Médico e, em 1998, foi convidado para implantar o Serviço de Controle, Auditoria, Avaliação e Regulação Médica do SUS, do município de Vitória da Conquista (BA).

Em 2000, convidado a auxiliar na implantação da Gestão Plena do SUS em Aracaju com o Secretário Rogério Carvalho, onde exerceu as funções de Auditor Médico e Coordenador do NUCAAR, então recentemente criado. Em 2003, foi convidado pelo então Secretário de Atenção a Saúde, do Ministério da Saúde – Jorge Solla, para assumir a direção do Departamento Nacional de Auditoria do SUS – DENASUS, em Brasília, onde atuou até 2006, quando retornou a Aracaju, como médico concursado do Programa Saúde da Família e médico Emergencista. Ao longo de seis anos ocupou na saúde de Aracaju, as funções de Coordenador da Rede de Urgência e Emergência, da Rede de Atenção Especializada, Diretor de Atenção a Saúde e, Secretário (Interino) de Saúde de Aracaju.

Pós-graduado em Políticas Públicas e Gestão Estratégica em Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública de Brasília (2005), e em Preceptoria de Residência Médica no SUS – INEP – Hospital Sírio Libanês – SP (2016)

Na cultura, foi sócio fundador da Associação Cultural de Lagarto (1971).

Das homenagens recebidas, placas de reconhecimento dos servidores da Prefeitura Municipal de Jaguaquara (1996); dos servidores da Auditoria da Saúde de Vitória da Conquista (2001); por serviços prestados ao município de Jaguaquara, pela Câmara de Vereadores (2002); da União Nacional dos Auditores do SUS, em Brasília (2005); por serviços prestados pelo Conselho Municipal de Saúde de Aracaju (2008).

Autor do importante Guia de Referências para profissionais de saúde da Rede Básica, em Aracaju (2002); além de colaborador em publicações como: Orientações Técnicas sobre Auditoria em Odontologia – Ministério da Saúde (2005); Orientações Técnicas sobre Auditoria na assistência Ambulatorial e Hospitalar no SUS (2005), entre outras.

Em 2012, cedido à Secretaria de Estado da Saúde, foi assessor da presidência da Fundação Hospitalar de Saúde – FHS. De 2014 até agora, tem atuado como médico regulador da Central Estadual de Regulação em Saúde e como médico assistente da UPC – Unidade Pós Cirúrgica do HUSE – Hospital de Urgências de Sergipe.

Cadeira 21

Maria do Carmo Oliveira da Fonseca
professora, pedagoga, entusiasta da cultura
João Almeida Rocha
(cirurgião-dentista, político, educador)
 

Nasceu em 25 de setembro de 1949, na cidade de Simão Dias (SE). Foi a primogênita dos sete filhos do casal José de Oliveira Souza e Júlia Maria de Oliveira Filha. Fez o curso primário no Grupo Escolar Fausto Cardoso e iniciou o curso ginasial no Ginásio Carvalho Neto, ambos em sua cidade natal. No ano de 1965, a família veio morar em Lagarto, onde ela concluiu o curso de 1º grau no Ginásio Laudelino Freire. Em seguida, fez o curso de formação para o magistério no Ginásio da Escola Normal Nossa Senhora da Piedade. É licenciada em Artes Práticas pela Universidade Federal da Bahia, e em Pedagogia, com especialização em Orientação Educacional, pela Universidade Federal de Sergipe, bem como pós-graduada em Docência do Ensino Superior e Direito Educacional.

Em 1983, casou-se com o potiguar Severino Medeiros da Fonseca e tem uma única filha, Raquel Oliveira da Fonseca.

Professora, hoje aposentada pela rede estadual de ensino. Em sua trajetória profissional, ocupou diversos cargos públicos, entre eles: diretora do Colégio Estadual Prof. Abelardo Romero Dantas, secretária de educação do município de Lagarto, diretora regional de educação, entre outros.

Atualmente, divide seu tempo prestando assessoramento à Secretaria Municipal de Educação de Itabaianinha e desfrutando do aconchego do seu lar.

Cadeira 22

Alessandro Santos Monteiro
músico, jornalista, ator
Themístocles Emílio de Carvalho
(Músico, maestro, entusiasta da cultura)
 

Filho do saudoso músico e radialista Alceu Monteiro e da bancária aposentada Maria da Glória, é popularmente conhecido por ‘Kiko’ codinome dado por seu pai, ainda na maternidade. Nasceu aos sete dias do mês de junho do ano de 1978, em Lagarto.

Ator profissional com experiência no teatro e, inclusive, no cinema, teve sua primeira inclinação artística para as artes circenses.

Atuou como palhaço em duas companhias, uma delas o célebre Circo Bartholo no ano de 1995.

Em 1996, abraça a música profissionalmente e, ao longo dos últimos 21 anos, passou por diversos grupos musicais, entre eles: a Banda e Orquestra Los Guaranis, da qual foi ‘crooner’ por quatro anos.

Nunca se arriscou em compor canções populares, mas é autor dos hinos do Colégio Municipal Frei Cristóvão de Santo Hilário e da Fundação José Augusto Vieira.

Apaixonado pela historiografia nordestina é mantenedor do Blog Lampião Aceso, um sítio virtual dedicado à memória do cangaço.

Por conta da sua pesquisa, ganhou notoriedade e hoje é membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, União Nacional de Estudos Históricos e Sociais e Conselheiro Consultivo do Seminário Cariri Cangaço, maior evento do país, sediado em diversas cidades do Nordeste no decorrer do ano.

Atua como jornalista no Portal Lagartense há mais de dois anos e afirma que tem como missão primordial resgatar e contar um pouco da história social de sua terra: Lagarto.

Cadeira 23

José Uesele Oliveira Nascimento
professor, historiador, entusiasta da cultura
Joviniano Ramos Romero
(médico, jornalista, orador)
 

Natural de Paripiranga (BA), nascido em 11 de janeiro de 1984, veio para Lagarto nos primeiros meses de vida. Aqui, nas terras da Piedade, teve seus primeiros aprendizados e soube cultivar, em sua formação cultural, a seiva da identidade papa-jaca. Terceiro rebento de uma numerosa prole, orgulha-se em dizer que é filho de Mario Santos do Nascimento e de Elenita Santos Oliveira Nascimento, casal sertanejo do interior baiano. Aprendeu as primeiras letras na Unidade Pré-escolar Senador Leite Neto; continuou seus estudos no Grupo Escolar Nossa Senhora da Piedade, de onde seguiu para o Colégio Estadual Prof. Abelardo Romero, o “Polivalente”, onde concluiu o ensino médio. As limitações visuais, advindas de cicatrizes coriorretinianas de natureza congênita, não o impediram de possuir uma formação acadêmica. Graduou-se em História pela Faculdade José Augusto Vieira (2008), especializou-se em Docência do Ensino Superior pela mesma instituição (2010) e tornou-se Mestre em História pela Universidade Federal de Sergipe (2017). Atualmente leciona as disciplinas História e Arte no Colégio Estadual Prof. Abelardo Romero Dantas. Também ensinou a disciplina Memória e Patrimônio na FJAV, em 2011/2 e História Geral no curso de Teologia do Instituto de Ensino Teológico, em Boquim (SE), em 2010. Desde fevereiro de 2015, compõe o quadro docente do curso de História da Faculdade D. Pedro II. Nos últimos anos, tem desenvolvido pesquisas no campo da Historiografia local no Departamento de Arte e Cultura do Município de Lagarto/SE, como historiógrafo. Paralelamente, atua em ações culturais com o Grupo Louvor Sertanejo, Grupo Cultural Tecendo a Manhã, além de haver experimentado a área de comunicação, coapresentando o programa Relicário Cultural, pela Juventude FM, coordenado pelo professor Claudefranklin Monteiro. Para além de desenvolver um projeto de iniciação teatral com alunos do colégio Polivalente, denominado Oficina viva (desde 2015), e de fazer pesquisas relativas às contribuições folclóricas romerianas e do entendimento do mesmo autor sobre a identidade cultural do Brasil oitocentista.

Cadeira 24

Josefa Suely Rodrigues Prata
professora, escritora, pesquisadora
Nilo Romero
(magistrado, escritor, orador)
 

Nasceu em Lagarto no ano de 1967. Filha de João Loiola Prata (in memoriam) e Maria Rodrigues Prata. Estreou na educação na década de oitenta com o surgimento da Escola Frei Cristóvão de Santo Hilário, onde fez parte da equipe diretiva em sua fundação. Licenciada em Português pela Universidade Federal de Sergipe (2002), pós-graduada em Metodologia de Ensino da Língua Portuguesa e suas literaturas pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais – AGES (2005). Atualmente é professora da Faculdade Dom Pedro II, antes Faculdade José Augusto Vieira, da Escola Municipal Adelina Maria de Santana Souza e do Colégio Estadual Prof. Abelardo Romero Dantas, onde também integrou a equipe gestora. Tem contribuído, com suas experiências, nas áreas das Literaturas, Língua Portuguesa e orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso no ensino superior. Participou e colaborou na organização de projetos, cursos de extensão, mesas redondas, encontros pedagógicos, seminários e feiras de cursos nos diferentes níveis de ensino. De suas publicações, merecem destaque: “O dragão feminino” (2002), “Trajetória das linguagens na Semana de Arte Moderna” (2006), “Caldeirão: uma representação do sertão na literatura e no cinema” (2012), “A Presença do Feminismo na Personagem Helena, de Sol do Meio-dia” (2013), entre outras.

Suely Prata é uma professora entusiasmada pela leitura e acredita que, por meio da literatura, as pessoas ampliam sua visão humanitária de mundo.

Cadeira 25

César de Oliveira Santos
poeta, escritor, ator
José Machado dos Santos
(músico, militar, compositor)
 

Nascido em Poço Verde (SE), em 6 de agosto de 1990, filho de Terezinha dos Santos de Oliveira e de Raimundo Pereira dos Santos, César de Oliveira Santos cresceu em Lagarto (SE), onde fez os estudos colegiais e estabeleceu os primeiros contatos com as atividades culturais. De 1998 a 2001, estudou no Colégio Estadual Nossa Senhora da Piedade; em 2002, iniciou os estudos no Colégio Municipal Frei Cristóvão de Santo Hilário, onde, ao escrever seu primeiro poema, começou de fato a lida com a linguagem poética; em 2006, foi aprovado no processo seletivo para estudar na Unidade de Ensino Descentralizada da Escola Técnica de Sergipe (UNED), atual campus do Instituto Federal de Sergipe, em Lagarto. A despeito de haver cursado o ensino médio em uma escola ligada à área técnica, em 2009, decidiu ingressar na graduação em Letras Vernáculas, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), em virtude da afinidade com a escrita literária. Em 2016, também pela UFS e na mesma área da graduação, concluiu o mestrado acadêmico, com dissertação sobre a obra de Hilda Hilst.

Apesar de alguns artigos científicos de crítica literária publicados em periódicos acadêmicos, dedica-se e interessa-se, principalmente, pelo trabalho com a escrita poética. Em parceria com Fábio de Oliveira e Uesele Nascimento, fundou, em 2005, o Grupo Cultural Tecendo a Manhã. Ativo até meados de 2013, o Tecendo a Manhã movimentou a cena cultural de Lagarto com a realização de saraus literários e montagens de textos teatrais, muitos deles estruturados a partir de poemas selecionados e encadeados em função do autor e do tema. O grupo foi fundamental na inserção de César de Oliveira no universo das artes, sobretudo no que diz respeito à declamação de textos literários e à reflexão e maturação acerca dos mecanismos presentes no processo de criação poética. Foi a partir desse período, inclusive, que a escrita se tornou algo sistemático para o poeta, que já escrevia há algum tempo, mas com a ingenuidade comum aos iniciantes.

Em 2010, César de Oliveira recebeu suas primeiras premiações literárias: 2º lugar no XVII Concurso de Poesia Falada de Lagarto, com o poema “À flor da pele”, e 1º lugar e Melhor Intérprete no Concurso de Poesia de Tobias Barreto, com os poemas “Canção” e “Herança”, respectivamente. A partir daí, vieram outras premiações em festivais de poesia de Sergipe – a exemplo do 1º lugar no XXX Festival de Poesia Falada de Estância (SE), em 2012, e do 1º lugar, Melhor Intérprete e Menção Honrosa no XIX Concurso de Poesia Falada de Lagarto, em 2014 – e de outros estados brasileiros – como o 2º lugar no Concurso de Poesia de Ponta Grossa (PR), em 2015, e as menções honrosas nas edições de 2013, 2014 e 2017 do Prêmio Off Flip de Literatura (RJ), que faz parte da programação da Feira Internacional do Livro de Paraty (FLIP) e culmina na publicação de antologias com os textos finalistas.

Foi tutor da graduação em Letras da Universidade Federal de Sergipe (modalidade de ensino a distância), Assistente em Administração da mesma instituição e, atualmente, exerce o cargo de Revisor de Textos do Instituto Federal de Sergipe (IFS).